Change Maker - Change For Good https://changeforgood.com.br/tipo/change-maker/ Mon, 10 Mar 2025 17:37:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://changeforgood.com.br/wp-content/uploads/2021/04/change.svg Change Maker - Change For Good https://changeforgood.com.br/tipo/change-maker/ 32 32 Biotecido Muush https://changeforgood.com.br/product/especialistas/tecnologia-especialistas/biotecido-muush/ Mon, 10 Mar 2025 17:33:35 +0000 https://changeforgood.com.br/?post_type=product&p=12490 A Ekomat acredita na prática de yoga como um canal de transformação mental, corporal e espiritual. Por isso, confecciona produtos que apóiam os adeptos de yoga.

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A startup Fungi Biotecnologia, de Ponta Grossa, no Paraná, desenvolveu uma alternativa de material ecológico que pode revolucionar o mundo da moda. Com o auxílio de fungos, como o cogumelo, a Muush, uma spin-off da organização, conseguiu criar um biotecido em que o toque se assemelha ao couro animal, mas é totalmente sustentável.

Com o biotecido à base de resíduos e fungos, a Fungi Biotecnologia se posiciona como um instrumento inovador em meio ao cenário da moda sustentável. Vale destacar que, dentro da startup paranaense, há três spin-offs: a Muush, que produz o biotecido; a Mush, que desenvolve embalagens, também com o uso dos fungos; e a Typcal, que confecciona proteína a partir de micélio. Todas as vertentes da organização contribuem então de várias formas para um futuro mais consciente.

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Unidos pela desgraça – o negro e o judeu https://changeforgood.com.br/product/change-makers/francisco-carlos-gomes/unidos-pela-desgraca-o-negro-e-o-judeu/ Mon, 24 Feb 2025 13:56:32 +0000 https://changeforgood.com.br/?post_type=product&p=12480 Voltando à leitura do livro Pele Negra, Máscaras Brancas, de Frantz Fanon nesta manhã, me deparei novamente com esta citação: “Uma vergonha! O Judeu […]

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Voltando à leitura do livro Pele Negra, Máscaras Brancas, de Frantz Fanon nesta manhã, me deparei novamente com esta citação:

“Uma vergonha!
O Judeu e eu: não satisfeito em me racionalizar, por um feliz acaso, eu me humanizava. Eu me unia ao judeu, irmãos na desgraça.
Uma vergonha!
À primeira vista, pode parecer surpreendente que a atitude antissemita se assemelhe ao negrófobo. Foi um professor meu de filosofia, de origem antilhana, que me alertou um dia: ‘Quando ouvir falar mal dos judeus, fique atento, estão falando de você’. E achei que ele tinha razão num sentido universal, compreendendo naquilo que eu era responsável, em meu corpo e em minha alma, pelo destino reservado ao meu irmão. De lá para cá, entendi que ele basicamente queria dizer: Um antissemita é necessariamente um negrófobo.”
 (Fanon, 2020, p. 136).

Tenho esta mesma dedicação do autor, tentar entender o ódio aos negros (que estendo aos meus irmãos judeus), sinto ainda hoje que o ódio aos negros é intenso, cruel e disfarçado. Ouço: “eu até tenho um amigo negro”, “imagina – racismo não existe”. Sempre somos vistos com algum olhar de espanto quando ascendemos socialmente, quando frequentamos bons restaurantes, andamos na primeira classe do avião, frequentamos ótimos hospitais, quando dirigimos bons carros, moramos e trabalhamos em ótimos bairros.

Na belle époque colonial, candidatos negros a cargos públicos enfrentavam barreiras institucionais que os forçavam a renunciar à sua identidade racial, o que evidencia o racismo estrutural: “você, escurinho pretendente a cargo público, tinha que assinar um documento abdicando oficialmente a cor da pele” (orelha do livro). (Gonçalves, 2024).

Há algum tempo, uma amiga me disse que começou a prestar mais atenção em todas estas questões depois que leu um artigo que publiquei aqui no offlattes.com – O ódio à ascensão social dos negros, artigo este em relação aos negros que sofrem racismo porque ocupam lugares de destaque social. É mais comum falar dos negros que já ocupam a margem da sociedade e, alguns grupos até gostam disso (que sejamos subservientes). Temos que lidar com este desafio social: a cor da pele, quanto mais escura, mais difícil de lidar com esse aspecto da identidade. Por isso, a criação da lei antirracista promulgada é tão importante. Volto ao início: racismo e antissemitismo são crimes, ponto final.

Corto para outubro de 2023. Estava dirigindo meu carro quando uma amiga judia me ligou chorando muito. Um atentado cruel em território israelense. Naquele instante sabia que a questão do antissemitismo iria explodir junto com toda aquela tragédia, corroborando tantos mitos… e um deles: que judeus são parasitas, “eles vivem como parasitas sugando o suor daqueles que labutam para sobreviver e pagar seus impostos.” (Carneiro, 2019, p. 216). Naquela ocasião, lembrei do que os pais e avós desta minha amiga contavam. E ela também começava a sentir isso na pele e, de maneira geral, na pele mais branca (como são conhecidos a maioria dos judeus).

Desde aquele momento (a partir de 7 de outubro de 2023), amigos e pacientes judeus foram afetados em seu bem-estar físico e, principalmente emocional, tanto em suas casas como no ambiente profissional. Muitos ainda hoje não conseguem sair de suas casas, com medo de serem agredidos, simplesmente por serem judeus. Infelizmente até em universidades, locais que deveriam ser campos absolutamente saudáveis para que todas as pessoas possam existir igualitariamente.

Funcionários nas empresas, negros e judeus, sofrem com o preconceito disfarçado, a pele mais escura e a pele mais clara se unem na desgraça; há muitos comentários microagressivos, que deixam as pessoas mais fragilizadas e criam vários estigmas. Estes pequenos “comentários” são grandes problemas, porque os preconceitos, como sabemos, colam muito rápido e também se espalham como doenças.

Posso dizer que as pessoas estão mais fragilizadas e sofrendo cada vez mais, necessitando de atendimento médico e psicológico. Como psicólogo e homem negro retinto, percebo como a ansiedade e depressão cresceram neste grupo, uma verdadeira desgraça. Um relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde, 2023) aponta que o risco de suicídio da população negra aumentou em 12% nos últimos anos.

Os judeus sofrem com os quadros de ansiedade e depressão e transtorno do stress pós-traumático, após os atentados de outubro de 2023, de acordo também com o relatório da OMS e tudo isso impacta famílias e locais de trabalho.

Como profissional da saúde mental, percebo a importância dos tratamentos para superação de traumas relacionado a essas vítimas de discriminações, porque, como sabemos, a maioria dos agressores não vão procurar tratamento. E “agressores” nunca se acham agressores. Racistas e antissemitas não acham que estão errados, eles operam numa outra lógica de pensamento. E, por isso a importância das leis e, é claro, sua correta aplicação.

Combater o racismo e o antissemitismo é um dever de cada um de nós, um grande desafio para a sociedade, por isso a educação é fundamental. É fundamental educar as pessoas nos ambientes de trabalho para que não reproduzam comportamentos criminosos, para que pensem nos efeitos maléficos que atingem a produtividade do funcionário. A lei do silêncio não pode imperar em nenhum ambiente quando se trata de discriminação.

Racismo e antissemitismo não têm cura, ocorreram no passado, continuam no mundo presente e vão persistir no futuro, por isso não podemos ser ingênuos; precisamos cuidar das nossas pessoas queridas, procurando oferecer uma rede de apoio, tanto profissional como pessoal para esse “fenômeno” (criminoso) crônico. Como diz Viktor Frankl, já caímos num vazio existencial profundo, que se manifesta como angústia e tédio. Nosso autor sugere que fiquemos alerta, em duplo sentido: “Desde Auschwitz nós sabemos do que o ser humano é capaz e desde Hiroshima nós sabemos o que está em jogo”.

Educação e saúde precisam andar cada vez mais juntas para espaços de inclusão e respeito. Devemos abordar abertamente esses temas com coragem para transformar, dentro do possível, a sociedade e dar subsídios para que as novas gerações possam mudar esse cenário e os efeitos da discriminação. Poderia ter trazido aqui mais inúmeros exemplos de comentários antissemitas e racistas já ouvidos em todos os ambientes. Mas, caro leitor, creio que você já tenha ouvido também. Não vamos repeti-los.

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Longevos – O envelhecimento e o tempo de cada um https://changeforgood.com.br/product/change-makers/francisco-carlos-gomes/longevos-o-envelhecimento-e-o-tempo-de-cada-um/ Wed, 28 Aug 2024 22:48:48 +0000 https://changeforgood.com.br/?post_type=product&p=12145 Envelhecimento não é doença, mas um processo natural, humano e inevitável. Os declínios corporais ficam mais evidentes com o passar […]

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Envelhecimento não é doença, mas um processo natural, humano e inevitável. Os declínios corporais ficam mais evidentes com o passar dos anos influenciados por fatores como genética, alimentação, exercícios físicos, vida social e trabalho. O desenvolvimento psicológico depende da flexibilidade e da abertura para novas possibilidades de sentido.

O declínio do corpo físico é um desses aspectos mais impactantes do envelhecimento. Sentimos a perda de vigor de tempos passados. Vemos idosos caminhando na rua com dificuldade, enquanto jovens passam facilmente. Naturalmente ocorre o envelhecimento celular, a diminuição da massa muscular e do tecido ósseo e a redução da altura incluindo a do peso dos órgãos.

À medida que envelhecemos, surgem novos medos e preocupações. O declínio cognitivo é perceptível quando temos dificuldade em lembrar memórias mais antigas. A perda de memória é uma queixa comum, assim como problemas de sono, incluindo sonolência diurna e insônia.

Não bastasse tudo isso, os estigmas sociais e a rejeição à velhice são desafios significativos. Por isso cresce o número de pessoas que recorrem a procedimentos estéticos para parecerem mais jovens. Além disso, a falta de acesso à saúde, como o recente cancelamento de alguns planos de saúde para pessoas idosas, gera muita insegurança.

Muitos idosos vivem sozinhos e têm medo de desenvolver doenças graves, perder a autonomia e a independência, ou não ter dinheiro para se sustentar. Outros medos incluem sair de casa, dirigir, perder a memória, ser abusado por estranhos, e não ter mais lazer ou cuidados da família. A violência contra idosos é um problema sério, que inclui agressão física, psicológica, sexual, econômica e institucional. Esses medos aumentam o estresse, a baixa autoestima, a ansiedade e a depressão.

É necessário combater estigmas, violências e destacar os aspectos positivos da longevidade, como experiência, sabedoria e realizações pessoais. Manter bons hábitos alimentares, praticar exercícios e evitar vícios são essenciais para um envelhecimento saudável. A lei n. 10.741/2003, o Estatuto do Idoso, assegura direitos às pessoas de 60 anos ou mais. É fundamental que esse estatuto seja conhecido e respeitado.

Na sala de espera do meu consultório, um espelho grande permite que as pessoas se vejam de corpo inteiro quando chegam. Certa vez um paciente de 80 anos se colocou diante do espelho e disse: “Quem é você?”, brincando com a “surpresa” da mudança de seu corpo ao longo dos anos.

Naquele dia entramos na sala para mais uma sessão de psicoterapia, e trabalhamos o que chamamos de temporalidade noética, ou seja, como você está vivenciando a sua vida de forma mais intensa, significativa dentro da tríade passado-presente-futuro.

Mesmo quando a maior parte da vida já se passou, ainda há possibilidades de realizar algo de valor. De fato, foi uma das melhores sessões, pois a constatação da sua idade desperta a “urgência da hora”, de viver com intensidade o futuro próximo e concluir seus projetos. Ele se descobriu em frente ao espelho e foi trabalhar. “Nosso caminho de vida, seja nos grandes, seja nos pequenos eventos, somente terá êxito se sempre e ininterruptamente algo estiver à nossa frente, um ideal…” (Lukas, 2012, p. 10).

Para um envelhecimento saudável, é importante manter relações sociais, exercitar o cérebro e seguir uma alimentação balanceada. Evitar produtos industrializados e consumir mais frutas, vegetais, legumes e grãos é essencial. A qualidade do sono e hábitos higiênicos adequados também são relevantes para prevenir quedas e acidentes.

Segundo Viktor Frankl, a “vontade de sentido” é crucial para um bom viver. Envelhecer com qualidade depende de ajustar-se às mudanças e enfrentar desafios com resiliência. É necessária uma adaptação à nova realidade lidando com limites. No processo do envelhecimento, somos levados a responder e enfrentar os desafios das perdas que vão ocorrendo no caminho. Desde o nascimento, o cuidado com o corpo, a mente, a espiritualidade e a vida social contribuem para um envelhecimento mais saudável.

A perspectiva de um envelhecimento saudável e encontrar sentido na vida acontece desde o momento que viemos ao mundo, mas fica mais evidente nos 60+. O processo de envelhecimento varia de pessoa para pessoa, pois vivemos de formas diferentes a vida, mantendo um caráter singular nesse processo. Pode ser um período de maturidade e realização, mas também pode trazer solidão e medo.

Interessante pensar num sentido do existir mais focado na simplicidade, gratidão, viver o envelhecimento de modo mais sereno frente à certeza da finitude. É necessário um processo de autotranscedência em relação aos próprios problemas. Frankl aponta o caminho dos valores de criação, de vivência e atitudinais, ou seja, a obra que o idoso foi capaz de desenvolver durante a sua existência e que terá impacto importante, as lembranças significativas que contribuem para o entendimento de sua vida e o que realizou.

O número de pessoas idosas tende a aumentar nos próximos anos, décadas. Por isso, é necessário repensar não só o envelhecer, mas experimentar a realização da vida através das relações com as pessoas significativas.  Um aporte ao sentido da vida como estratégia de fortalecer a dimensão existencial levando em consideração o presente, o passado e as possibilidades de futuro, no processo de envelhecimento e as implicações que a longevidade nos traz como desafio de uma vida que valha a pena viver.

Segundo Kroeff (2014, p. 205), somos livres para escolher os sentidos que damos às nossas vidas e somos responsáveis por realizar esses sentidos, ou, pelo menos, de nos esforçarmos em direção a eles. “A velhice não é uma idade na qual somos liberados desta obrigação. Continuamos a ter que responder aos questionamentos sobre o significado de nossa vida.

Tomemos posse da nossa existência, considerando nossos desejos e opiniões, que são fruto da materialidade de nossas vivências ao longo do tempo, para que sejamos merecedores de um envelhecimento saudável como parte de uma existência digna.

 

Referências

BRASIL. Estatuto do Idoso. 3 ed. Brasília, DF: Coordenação de Edições técnicas, 2019.

Frankl, Viktor E. A vontade de sentido: fundamentos e aplicações da logoterapia. Trad. Ivo Studart Pereira. São Paulo: Paulus, 2011.

Lukas, Elisabeth. Psicoterapia em dignidade: orientações de vida baseada na busca de sentido de acordo com Viktor E. Frankl/ Trad. Helga H. Reinhold – 1 ed. – Ribeirão Preto SP. IECVF, 2012.

Kroeff, Paulo. Logoterapia e Existência: A importância do Sentido da vida. Porto Alegre: Evangraf. 2014.

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Qual vai ser a tua ação no mundo? https://changeforgood.com.br/product/change-makers/renata-brunetti/qual-vai-ser-a-tua-acao-no-mundo/ Thu, 11 Jul 2024 20:00:05 +0000 https://changeforgood.com.br/?post_type=product&p=12061 Ao longo de todos esses anos trabalhando junto a organizações e empresas sociais e de impacto social, eu tive a […]

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Ao longo de todos esses anos trabalhando junto a organizações e empresas sociais e de impacto social, eu tive a oportunidade de conhecer pessoas incríveis e de realizar projetos muito diferentes entre si. Um deles foi a série de vídeos que realizamos para o canal RBTV. Em novembro  de 2016, o querido João Borges, diretor de produção do canal, conhecendo o trabalho que eu fazia pela Atuação no Mundo (nome da minha empresa na época), me convidou para criar com ele um programa onde eu pudesse apresentar o trabalho desses empreendedores sociais e com isso aprendermos juntos de que forma podemos contribuir para criar um mundo melhor.

Há vários projetos, programas e iniciativas muito legais em todo o mundo que promovem a sustentabilidade. O bacana é que nós podemos ajudar e contribuir conforme nossas possibilidades no momento. Por isso, criamos os  mini vídeos da Atuação no Mundo que tinham a seguinte provocação: conhecendo o trabalho dessa gente que já faz tanta coisa, qual vai ser  “a tua ação no mundo”? Qual é a marca que você quer deixar? Como você pode colaborar? Você pode divulgar, investir, ser voluntário, empreender, doar, reciclar, contratar algum serviço ou aluno dos programas de formação… 

Pensando em todas essas possibilidades, criamos, com o apoio de duas pessoas queridas , Marina Fay e Renata Luz, esses vídeos que estão no nosso canal do YouTube. Eu mesma trabalhava na seleção e edição de imagens que compõem os vídeos. Imaginem só, nunca tinha feito nada parecido!

Foi trabalhoso, mas o resultado foi muito satisfatório. Fizemos vários vídeos de cerca de cinco minutos cada que dão voz a várias pessoas à frente de organizações sem fins lucrativos, empresas B, plataforma de capacitação em captação de recursos, organizações de fomento às finanças sociais e investimento de impacto, entre outras. O que elas têm em comum? Todas elas possuem projetos que ajudam a transformar o mundo num lugar mais equilibrado socialmente e sustentável ambientalmente. 

Quis relembrar esse projeto agora, por vários motivos. Primeiro, porque os problemas continuam gravíssimos. Depois, porque é importante lembrar que viver de forma consciente,  fazer trabalhos voluntários, doar seu tempo, seu e seus recursos são essenciais nas nossas vidas: há pessoas que precisam da nossa ajuda, queiramos ou não enfrentar essa verdade. Por fim, é sempre importante lembrar como trabalhos em colaboração, que fogem da lógica da competitividade e do ganha-perde, fazem sentido no mundo de hoje, onde precisamos encontrar novos caminhos e novas lógicas para resolver problemas bastante complexos e que precisam de soluções diferentes daquelas que os criaram.

O mais legal disso tudo é que é possível participar dessa enorme aliança que existe em torno de um mundo mais sustentável. Por exemplo, a Turma do Bem é um grupo de milhares de dentistas que atendem jovens que estão na fase da busca pelo primeiro emprego e mulheres que perderam os dentes por algum tipo de violência doméstica. Esses dentistas dão todo o suporte para que eles recuperem seus sorrisos e, dessa forma, consigam ter as mesmas chances de conquistar um emprego daqueles que tem não tem esse tipo de problema. Doando cerca de R$ 20 por mês, você ajuda a ONG a atender uma criança a mais por mês.

Em todos os casos, é possível doar dinheiro, tempo ou outro tipo de recurso. No site de cada uma dessas instituições, você poderá obter mais detalhes. São vários vídeos inspiradores que podem ajudar muito você a encontrar sua forma de atuar no mundo. Falamos entre outras do Cies Global, Captamos, Din4mo, Litro de Luz, Triciclos, Instituto GMK, Turma do Bem, Sistema B, Doutores das água, Programa Vivenda.

Como já disse: começo de ano é sempre um ótimo momento para refletirmos e mudarmos nossos hábitos. Que tal começarmos o ano que vem diferente?

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Faça o que você pode, com o que você tem, no lugar onde você está https://changeforgood.com.br/product/change-makers/renata-brunetti/faca-o-que-voce-pode-com-o-que-voce-tem-no-lugar-onde-voce-esta/ Thu, 11 Jul 2024 19:17:30 +0000 https://changeforgood.com.br/?post_type=product&p=12055 A ideia de que sempre podemos melhorar é muito estimulante. Ela nos dá energia e perseverança para continuar aprendendo e […]

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A ideia de que sempre podemos melhorar é muito estimulante. Ela nos dá energia e perseverança para continuar aprendendo e perseguindo a melhor versão de si próprio. Porém, precisamos ficar atentos ao momento em que essa ideia pode, também, se tornar algo muito grande. Uma espécie de barreira que, de tão difícil, nos paralisa e nos impede de seguir adiante. 

Todos nós já passamos por isso em algum momento de nossas vidas. Deixamos de fazer algo importante porque nos sentimos despreparados, inseguros ou deslocados. Quando vemos, a brecha que tínhamos para realizar tal experiência passou e não colocamos em prática aquele projeto ou aquele sonho tão desejado. 

Por isso, gosto muito dessas frases que me provocam a fazer e a fazer agora, da forma que puder. Parece impulsivo da minha parte, mas, se queremos ver as coisas melhorando, temos que começar imediatamente, com o que temos em mãos, seguindo as sábias palavras de Theodore Roosevelt, presidente dos EUA no início do século XIX, e que mais tarde foram reescritas por Arthur Ashe, filantropo e grande tenista americano que faleceu em 1993: “Parta de onde você está, use o que você tem, faça o que você pode.”

A ação me move diariamente, mesmo quando me sinto em terrenos arenosos. Um exemplo muito palpável, para mim, é estar aqui, nas redes sociais. Eu nunca usei as redes sociais de forma ativa na minha vida particular mas, mesmo assim, me desafiei a abrir esse perfil no Instagram, @changefor.good, em maio 2018. 

No início, como algo novo, foi desconfortável para mim, não posso negar. Eu ainda tenho dificuldades para entender a parte técnica de postar, repostar ou corrigir posts do Instagram. Ainda me sinto, por vezes, insegura sobre qual o melhor formato para me comunicar e engajar as pessoas que seguem o @changefor.good. 

Esse novo caminho também me trouxe outras questões como, por exemplo: estamos escrevendo bem? Será que as pessoas entendem o que queremos compartilhar com elas? 

Se eu tivesse parado para pensar em tudo isso antes, garanto a vocês que não teria nem começado essa jornada. A vida nos atropela com tantas demandas, dificuldades e burocracias…

Curiosamente, esse lema sempre me guiou na minha vida. Mas acredito que ele seja ainda mais preciso (e precioso) nos dias de hoje, onde a vida flui de forma dinâmica e acelerada. Ou aprendemos fazendo ou não avançamos nunca. 

Mesmo que, no início, onde podia parecer uma “fraude” tamanha a minha insegurança em estar num ambiente tão diferente, não desistimos. É enquanto fazemos, criamos e construímos um caminho que tudo isso que eu sonhamos e planejamos se torna verdade.

Mas, hoje, o Change for Good é algo que nos traz muito aprendizado e alegria, pois temos um espaço para compartilhar um pouco da nossa vivência junto a iniciativas que geram impacto social e ambiental positivo. E, desta forma, inspirar outras pessoas a viverem e consumirem de forma mais consciente.

Para nós, colocar-se em ação não é somente algo necessário, mas, também, urgente. A nossa civilização precisa cuidar melhor desse planeta que nos acolhe, a natureza implora pela nossa ajuda.

 

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Não podemos resolver problemas com a mesma lógica que usamos para criá-los https://changeforgood.com.br/product/change-makers/renata-brunetti/nao-podemos-resolver-problemas-com-a-mesma-logica-que-usamos-para-cria-los/ Thu, 11 Jul 2024 19:10:40 +0000 https://changeforgood.com.br/?post_type=product&p=12052 “Não podemos resolver problemas com a mesma lógica que usamos para criá-los” Albert Einstein  Fim de ano é sempre uma […]

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“Não podemos resolver problemas com a mesma lógica que usamos para criá-los”

Albert Einstein 

Fim de ano é sempre uma loucura. O trânsito nas cidades  aumenta, todos vamos  às compras, as filas crescem e  no final ficamos todos cansados e estressados. Eu fico me questionando… por quê? Será que faz sentido ficarmos esgotados física, emocional e financeiramente para manifestarmos nosso amor pelas pessoas, comprando tantos presentes, com seus embrulhos, caixas, laços?  E enquanto isso, sobrando menos tempo para curtir e cuidar da  família e dos amigos; menos tempo para dar risada e passear; menos tempo para pensar.

Isso mesmo que você leu: menos tempo para pensar, para contemplar, silenciar e refletir sobre o ano que passou e sobre o ano que virá. E, principalmente, sobre nossos propósitos.

Podemos não nos dar conta – ou fingir que não percebemos – mas nossas ações e nossas escolhas diárias, por menor que sejam, deixam pegadas no planeta, que podem ser negativas ou positivas. E todas essas decisões que tomamos são definidas por uma lógica, um modelo mental.

Na minha opinião, essa lógica onde fomos estimulados a competir, promoveu grandes conquistas. Porém, ao mesmo tempo que trouxe desenvolvimento, causou muitos danos. Pois, no seu caminho, essa lógica atropela as pessoas e o meio ambiente. Eu costumo chamar esses “danos” de “efeitos colaterais” do desenvolvimento, que tanto precisávamos.

Porém, hoje, ao percebermos a proporção desses efeitos colaterais, precisamos urgentemente encontrar formas de amenizá-lo e até evitar que surjam novos. Minha pergunta é: conseguiremos resolver essas questões tão urgentes e importantes com essa forma de competir onde para que um ganhe o outro precisa, inevitavelmente, perder? Apoiada na frase de Einstein que diz que “Não podemos resolver problemas com a mesma lógica que usamos para criá-los”, me sinto muito segura em afirmar que não. Essa lógica já gerou muito desrespeito e destruição pelo mundo. E se queremos sanar esses danos, não será com “ela” que conseguiremos avançar. 

Precisamos ter coragem de fazer e de pensar diferente: de trocar o “ganha/perde” por “ganha/ganha”, o “competitivo” por “colaborativo”, a “economia linear” (extrair–produzir-descartar) pela “economia circular” (produzir-usar-retornar-produzir). 

Acredito que nós, enquanto consumidores, podemos ajudar muito, escolhendo apoiar as redes de empresas, instituições e pessoas que promovem a sustentabilidade. Como? Podemos consumir em menor quantidade e de forma mais consciente, trocando a quantidade pela qualidade “sustentável” dos produtos e serviços que consumimos, mesmo que ele seja mais caro. 

A curadoria do Change for Good traz sempre dicas de produtos e serviços de empresas que arriscam sua própria existência ao tentar construir um modelo de negócio que vibra em uma outra lógica – numa lógica onde há respeito por todo o processo de produção, distribuição, venda e descarte do produto.  E se conseguirmos dar tração a esse ciclo virtuoso, os preços desses produtos serão ajustados em algum momento, gerando benefícios para todos.

Para resumir, e entendendo que não podemos resolver os problemas com a mesma lógica que usamos para criá-los, precisamos encontrar respostas e soluções que trabalhem num outro sentido. É isso que essas empresas estão tentando fazer, com muito empenho, comprometimento social e ambiental e respeito por todos os envolvidos. Cabe a nós ajudá-las nessa jornada.

Hoje, já existem caminhos institucionais e movimentos como o capitalismo consciente, certificações ESG e tantos outros que promovem essas mudanças. O selo B Corp, que no Brasil é fomentado pelo Sistema B, é um ótimo caminho. Afirmo isso pois desde 2018 o Change for Good é certificado Empresa B e por ser um processo dinâmico, vamos constantemente recebendo deles recomendações de como podemos avançar nessa agenda.   Essa iniciativa foi criada em 2006 nos Estados Unidos pela B Lab, com o objetivo de redefinir o conceito de sucesso nos negócios e identificar empresas que utilizem seu poder de mercado para solucionar algum tema social e ambiental.  Desde então, o Movimento B não para de crescer e hoje é uma comunidade global que une líderes e negócios (de pequeno porte até multinacionais) em um objetivo comum: o de construir um sistema econômico equitativo, inclusivo e regenerativo.  O Relatório de Desempenho de 2021 do Sistema B mostra que cerca de 4,5 mil organizações já fazem parte da rede, em 77 países. No Brasil, a iniciativa comemora oito anos.

Para aqueles que não abrem mão de um ceticismo acomodado, acreditem, nenhuma dessas iniciativas se pretendem infalíveis ou perfeitas, mas são sim genuinamente comprometidas a aprender a fazer com um olhar diferente. E a melhor forma é aprender fazendo…

Proponho refletirmos: Como podemos fazer diferente? Como podemos construir um mundo que respeite as pessoas, os animais e a natureza? Como podemos fortalecer as redes de pessoas, marcas, produtos e instituições ligadas à sustentabilidade? 

Fica aqui a minha provocação.

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O caminho para a construção de uma identidade sustentável https://changeforgood.com.br/product/change-makers/renata-brunetti/o-caminho-para-a-construcao-de-uma-identidade-sustentavel/ Thu, 11 Jul 2024 13:34:05 +0000 https://changeforgood.com.br/?post_type=product&p=12041 Vivemos em um mundo interconectado, onde nossas ações vão além de nossa própria esfera de influência. Nesse contexto, a busca […]

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Vivemos em um mundo interconectado, onde nossas ações vão além de nossa própria esfera de influência. Nesse contexto, a busca por um mundo mais equilibrado socialmente e sustentável requer não apenas mudanças em políticas e tecnologias, mas também uma profunda reflexão sobre nossa própria identidade, nosso papel na sociedade e nossa responsabilidade na construção desse novo paradigma. 

A modernidade, centrada na busca pela razão e certeza e apoiada na compreensão tradicional de uma identidade fixa, coerente e permanente proposta por Kant e Descartes, representada principalmente pela expressão “penso, logo existo”, viu a identidade como uma entidade estável, alheia às influências externas. Contudo, a complexidade crescente das interações sociais e as revoluções tecnológicas vem redefinindo a nossa relação com a identidade dando lugar a uma abordagem mais dinâmica e sofisticada, que reconhece a profunda interconexão entre quem somos e o ambiente que nos rodeia. 

E nesse contexto, de uma multiplicidade de identidades subjetivas – móveis, díspares e errantes, emerge a “identidade pós-convencional”, um conceito defendido por Habermas 1 essencial para entender como nossas identidades individuais e coletivas 1 estão em constante diálogo com o mundo à nossa volta. Ela reconhece que nossas crenças, valores e escolhas não são apenas reflexos de influências externas, mas também contribuem ativamente para a construção do nosso ambiente social uma vez que estamos moldando as normas, valores e estruturas da sociedade em que vivemos. 

Na busca pela sustentabilidade, a busca pela emancipação é um componente fundamental. A capacidade de tomar decisões autônomas e desafiar as normas convencionais, é um dos principais componentes dessa jornada de autodescoberta e influência mútua. A emancipação envolve a busca pela autonomia, pelo poder de tomar decisões autênticas e pela capacidade de desafiar as normas convencionais. 

E nesse cenário de identidades fluidas e diversas, o papel do Direito se torna crucial. O sistema jurídico precisa se adaptar para refletir essa complexidade, estabelecendo limites e diretrizes que promovam a expressão autêntica das identidades individuais e coletivas, sem levar ao caos. 

1 Jürgen Habermas 1990 – “O pensamento pós- metafísico: estudos filosóficos”

A relação entre a identidade em transformação e a busca pela emancipação cria um ciclo virtuoso. À medida que nos libertamos das restrições das identidades convencionais, contribuímos para a formação de uma sociedade mais adaptável e inclusiva. 

A perspectiva de “identidade-metamorfose-emancipação”, de Antonio da Costa Ciampa , meu orientador de mestrado e doutorado, ressalta que nossa identidade 2 é um processo contínuo de mudança. A busca pela emancipação desempenha um papel fundamental na construção dessa identidade em constante evolução. 

É nessa perspectiva de construção de uma identidade emancipatória que apoio o meu pensamento de que podemos mudar o mundo para melhor com nossas escolhas diárias. Essa busca por uma identidade em constante transformação ecoa de maneira surpreendentemente harmoniosa com a busca pela sustentabilidade. Da mesma forma que nossa identidade se adapta às mudanças sociais e ambientais, precisamos adotar abordagens mais sustentáveis em nossas vidas, considerando o impacto de nossas escolhas no mundo ao nosso redor. 

Ao explorar a construção da identidade em um mundo em constante evolução, estamos, ao mesmo tempo, explorando como viver de maneira sustentável. Reconhecemos a interconexão entre nossas identidades individuais e o mundo compartilhado em que vivemos. Ao abraçar essa jornada de autodescoberta e evolução, estamos dando passos importantes em direção a um futuro consciente, inclusivo e harmonioso, onde a construção da identidade e a busca pela sustentabilidade coexistem de forma harmoniosa e enriquecedora. 

2 Antonio da Costa Ciampa – 1986 – “A estória do Severino e a história da Severina”

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Entrevista MIX FM – Violência contra idosos https://changeforgood.com.br/product/change-makers/francisco-carlos-gomes/entrevistamix/ Tue, 02 Jul 2024 20:34:01 +0000 https://changeforgood.com.br/?post_type=product&p=12030   É preciso falar sobre o grave problema da VIOLÊNCIA CONTRA OS IDOSOS, esse é o tema da campanha JUNHO […]

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É preciso falar sobre o grave problema da VIOLÊNCIA CONTRA OS IDOSOS, esse é o tema da campanha JUNHO VIOLETA: alertar, conscientizar e prevenir.
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Foi sobre isso a entrevista que Diretor Clínico e Sócio do canal Longidade, Francisco Carlos Gomes, conversou com o jornalista Melk Nascimento da rádio MIX FM 102,3 Florianópolis.

Informações de Francisco:

Consultas com agendamento: de seg-sex das 08:00 às 19:00

Email: franciscocarlosgomesagir3@gmail.com

📍Consultório
Rua Joaquim Antunes, 490 cj 31 – Pinheiros – Cep: 05415-000

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A importância dos negócios de impacto e das empresas B https://changeforgood.com.br/product/change-makers/renata-brunetti/a-importancia-dos-negocios-de-impacto-e-das-empresas-b/ Mon, 22 Apr 2024 15:34:51 +0000 https://changeforgood.com.br/?post_type=product&p=11943 Em 2010, depois de alguns anos dedicados à captação de recursos e ao trabalho com ONGs, eu passei a me […]

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Em 2010, depois de alguns anos dedicados à captação de recursos e ao trabalho com ONGs, eu passei a me interessar pelo conceito de Empresa B, um certificado emitido pelo Sistema B (cuja “missão é construir um ecossistema favorável para fortalecer empresas que usam a força do mercado para solucionar problemas sociais e ambientais”). Eu mesma certifiquei a minha empresa, Change for Good, em 2018, e sou uma grande entusiasta desse conceito. 

Todo esse processo começou com as reflexões que fiz durante as pesquisas para o meu mestrado e doutorado em psicologia social que, embora partiram do universo que eu atuava (das ONGs), me levaram a refletir sobre o mundo dos negócios convencionais. E quanto mais eu me aprofundava no tema, mais eu percebia que as coisas poderiam melhorar na medida em que outros modelos de negócios fossem criados já com o compromisso em gerar lucro social e ambiental no seu “core”. Dessa forma, as ONGs poderiam focar em curar as feridas já existentes, que não são poucas. 

Essa sensação ficou ainda mais forte quando me dei conta de que a maioria das feridas sociais e ambientais existentes foi e é produzida por nós mesmos, enquanto sociedade que busca o progresso e desenvolvimento, sem nos dar conta dos efeitos colaterais de nossas escolhas a longo prazo. Para mim ficou claro que a única maneira de evitar novas feridas sociais e ambientais era fechar a “torneira” que as produziam.  

Eu intuía, naquele momento, que era importante interferir no modelo de gestão das empresas tradicionais, ou seja, precisávamos compreender o seu processo interno para conseguirmos, aos poucos, propor as alterações necessárias para um modelo de gestão comprometido em gerar ganhos sociais e ambientais. 

Mas, como eu (doutora em psicologia social e designer de formação e, na época, consultora em captação de recursos para ONGs) poderia me atrever a questionar modelos de gestão? Mesmo eu não sabendo como, eu me atrevi a ponto de coordenar uma atividade complementar para os alunos da FGV/SP em 2010 e 2011 que se chamava Novos Modelos de Negócios – Empreendedorismo e Sustentabilidade em parceria com organizações super reconhecidas: a Artemisia, primeira organização focada em em acelerar negócios sociais no Brasil; a Ashoka, pioneira no mundo a utilizar o termo empreendedorismo social e referência global na solidificação do setor; e o Instituto Azzi, que nasceu para aproximar e levar recursos de grandes empresários para as ONGs. 

O programa tinha como objetivo contribuir para que estudantes de gestão empresarial e pública tivessem contato com gestores de ONGs e organizações sociais. Dessa forma, esses estudantes, compreendidos como futuras lideranças, teriam mais conhecimento sobre as dificuldades pelas quais passam as ONGs e, também, dos problemas enfrentados no mundo (muitos deles causados por desatenção das outras esferas da sociedade). Naquele momento, meu intuito era que, quando eles estivessem inseridos no mundo corporativo e nos espaços públicos, eles tivessem mais sensibilidade e empatia por essas questões e, portanto, mais abertos a pensar formas de modificar seus modelos de gestão em suas áreas de atuação. Não só para ajudar financeiramente ONGs mas, também, repensando certas decisões e evitando que seus segmentos criassem novos problemas sociais e ambientais. 

Contei tudo isso para dizer que, embora no Brasil daquela época ainda se falasse pouco em negócios sociais, certamente movimentos como esse que promoviam essa troca de experiências e abertura para novas possibilidades entre as esferas públicas,  empresas, organizações sociais e pessoas engajadas deve ter colaborado com o que estamos vendo hoje: negócios sociais, negócios de impacto e as empresas B (entre outros). 

Para mim, essas novas empresas representam o “modelo de negócio” composto por uma aliança entre o conhecimento profundo de problemas sociais e ambientais que os empreendedores sociais têm e a força e competência de gestão do mundo empresarial. O selo B estimula exatamente esse tipo de consciência e ação, ao motivar as empresas a revisarem e consertarem seu próprio modelo de gestão para que a sua governança seja mais positiva social e ambientalmente. 

Explicando com as minhas palavras: os negócios sociais ou de impacto são negócios que nascem com a essência de uma ONG, para atender a uma demanda social ou ambiental, mas com um modelo de gestão focado em parar em pé financeiramente e gerar e distribuir lucro. Como a maioria das startups, eles recebem investimentos no início, mas sempre visando crescer, amadurecer e constituir um faturamento que lhes dê autonomia e lucro aos investidores. 

Já as empresas B podem ser tanto empresas novas como também empresas antigas que se comprometem, até mesmo estatutariamente, a ir adequando seu modelo de gestão em relação à governança, à comunidade, ao meio ambiente e aos clientes.  Um dos maiores exemplos que temos no Brasil é a Natura, um orgulho nacional que vem se aprimorando sempre. 

Eu acredito muito nesse caminho. Imagine quando o mundo dos negócios estiver comprometido em gerar  lucro financeiro atrelado a ganhos sociais e ambientais?  Imagine quando isso virar o modelo mental de todos os negócios? Seria uma mudança de paradigma importantíssima e uma forma de encontrarmos um caminho entre prosperidade e sustentabilidade. 

Eu vejo um mundo onde todas essas iniciativas trabalham juntas. As ONGs dando conta de problemas de ordem pública e que não conseguem gerar seus próprios recursos, servindo justamente para mobilizar a sociedade e a ampliar a nossa consciência e responsabilidade. E os negócios atrelados a propósitos, gerando ganhos econômicos, sociais e ambientais, em vez de gerar lucro às custas de danos sociais e ambientais…

Por isso, minha luta é para que o mundo corporativo entenda a importância dos negócios de impacto e do selo B e abrace esse movimento dentro do seu dia a dia. Dessa forma, teremos a chance de acelerar esse processo de transformação para um mundo sustentável. É importante entendermos que todos nós – cidadãos, empresas, instituições ou grandes corporações – temos condições, cada um da sua forma, de construir um mundo mais respeitoso, justo e saudável para todos nós: seres humanos, animais e natureza. 

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Pegadas Ecológicas https://changeforgood.com.br/product/change-makers/renata-brunetti/pegadas-ecologicas/ Fri, 19 Apr 2024 20:29:51 +0000 https://changeforgood.com.br/?post_type=product&p=11937 Estamos diante de um enorme desafio. Nosso estilo de vida tem usado os recursos no planeta de forma desequilibrada, provocando […]

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Estamos diante de um enorme desafio. Nosso estilo de vida tem usado os recursos no planeta de forma desequilibrada, provocando uma série de danos e problemas ao redor do mundo. Alguns anos atrás, nós tínhamos a ideia de que a questão do aquecimento global, por exemplo, seria algo para as gerações futuras, pois demoraria muito para, efetivamente, ser sentida por nós. Mas a verdade é que nós já estamos sentindo alguns sinais.

O ponto positivo é que as mudanças estão acontecendo mais rapidamente do que no passado e muitas pessoas estão percebendo que é necessário o engajamento individual, pois esse é um problema coletivo. E o legal é que nós podemos ajudar para que esse processo seja ainda mais rápido, fazendo mudanças simples nos nossos hábitos.

Eu acredito que, a partir do momento que conhecemos mais sobre esses assuntos, podemos encontrar a forma na qual podemos colaborar com essas mudanças tão necessárias. Algo que faça sentido para a gente. Por isso eu fiquei tão animada com esse projeto dos vídeos de conceitos de sustentabilidade. Pois, dessa forma, conseguimos falar sobre assuntos importantes de forma acessível. Aqui vamos falar sobre as pegadas ecológicas.

A forma como vivemos e nossos hábitos de consumo deixam rastros no planeta que nós chamamos de pegadas ecológicas. Pegada ecológica é todo impacto que você causa no planeta com suas atitudes e escolhas diárias que, somadas, podem ser negativas ou positivas.

Segundo a organização mundial WWF, a nossa pegada ecológica mais que triplicou desde 1960. Pensando em toda a gravidade da situação, nós criamos o projeto no nosso canal do YouTube chamado de Conceitos Sustentáveis. A ideia é abordar, de forma acessível e rápida, os principais conceitos do universo da sustentabilidade. O primeiro termo que explicamos foi o de moda sustentável e, no vídeo que postamos, hoje, vamos falar sobre as pegadas ecológicas.

Para isso, escolhemos vários vídeos de organizações e especialistas que já criaram conteúdo sobre o tema para compor o nosso vídeo. Nossa ideia é trabalhar com o formato de curadoria, pois há muito conteúdo de qualidade já disponível e queremos dar visibilidade a esse material já existente. 

Que tal refletirmos um pouco sobre a nossa pegada ecológica? O que você acha? Há algumas mudanças simples que podemos realizar no nosso dia a dia que tem um impacto muito positivo nessa “contabilidade” global. Por exemplo, evitar desperdícios, consumir menos carne, trocar o carro por bike… Se cada um fizer um pouco, tenho certeza que conseguiremos alcançar uma grande transformação.

Qual é a pegada que você quer deixar no mundo? 

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